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Dicas


Apresentamos informações úteis ao dia-a-dia do comprador e profissional que trabalha em produções gráficas. Esteja sempre atualizado consultando este espaço, ele foi produzido especialmente a vocês clientes, fornecedores e interessados em adquirir conhecimentos na área.


Escolha o papel correto

    É grande a variedade de papéis fabricadas atualmente, abaixo você irá encontrar as linhas mais utilizadas; clique sobre elas para ver suas características respectivas.

1. Couchê

2. Offset

3. Auto-adesivo

4. Auto-copiativo

5. Cartão

6. Vergê

7. Cartolina/Coloridos

8. Reciclado

9. Superbond


Inove seus impressos aplicando o QR Code !

    QR Code é um código de barras em 2D que pode ser facilmente escaneado usando qualquer celular moderno. Esse código vai ser convertido em uma pedaço de texto (interativo) e/ou um link que o celular os identifica. O uso do QR Code é livre de qualquer licença, sendo definido e publicado como um padrão ISO.

    No cartão de visita, no folheto, no crachá, em seus rótulos ou em seus impressos promocionais a GCom Gráfica pode imprimir um ícone composto por vários quadradinhos. Para decifrar esse código bidimensional, basta aproximar a câmera do celular e fotografar o símbolo. O que seus clientes poderão encontrar lá? O endereço de seu site, podendo ter acesso imediato a um texto ou vídeo explicativo, um mapa indicando onde se encontra a empresa ou ainda todos os dados como nome, endereço, telefone e e-mail idênticos aos impressos em seu cartão de visita e que alimentam automaticamente a agenda do celular, sem precisar digitar nada.
    O QR Code é instrumento eficiente para atiçar a curiosidade das pessoas. O aumento do número de smartphones com câmera no Brasil vem abrindo espaço para o uso de códigos 2D, apresentados em diversos formatos — sendo o QR Code, da sigla Quick Response, o mais famoso deles.

    Além da câmera, o smartphone precisa ter um aplicativo leitor para decifrar o código. Por isso, não é qualquer celular com câmera que pode ler o QR Code. É necessário também que o aparelho rode um sistema operacional que permita a instalação do software e que haja acesso a navegação na web.

    Os QR Codes ganham pontos em relação ao tradicional código de barras, aquele usado nos supermercados por exemplo, pois guardam mais informações e são lidos com mais facilidade. A leitura é possível até em casos em que o símbolo estiver sujo ou apagado, pois há uma tecnologia de correção de erros.

    Já está em teste um sistema que permitirá usar o leitor de QR Code do celular para pagar a conta do restaurante, fazer cotações instantâneas, entre outras aplicações. Nada mais fácil do que criar seu próprio QR Code. Basta acessar nosso link clicando aqui e digitar o texto, informações ou a URL que serão inseridos no código. Confira aqui alguns sites que instalam o QR Code em seu celular e amplie seus horizontes.


O cartão de visita e sua importância

    O cartão de visita tem várias funções. Ao entregá-lo, você está convidando o outro a manter contato com você. Além disto, ele indica a forma correta de escrever seu nome, define sua ocupação e posição e indica as formas do outro te encontrar.

    Agora, um bom cartão de visita, além de todas as funções acima, ajuda a destacá-lo dos demais, dá credibilidade a você e ao seu negócio e reflete sua marca pessoal/empresarial. O cartão de visita não pode ser apenas bonito. Seu design deve comunicar de forma clara e precisa quem você e sua empresa são. Seu cartão de visita é sua forma de comunicação com seu público-alvo e é uma forma de diferenciação.

    O formato, cores e fontes escolhidas devem ajudar a transmitir sua marca. Não adianta você gostar do cartão de visita de outra pessoa e copiá-lo para seu negócio se o design não estiver de acordo com a imagem e valores de sua empresa e sua área de atuação.


    É a mesma coisa com o guarda-roupa. Você pode adorar o figurino de seu amigo publicitário, mas ele não vai funcionar no seu escritório de advocacia. Vale a pena um bom investimento nessa área. Por mais que as papelarias forneçam material para você criar seu próprio cartão de visita, não se aventure nessa área se não for sua especialidade. Você pediria para um mecânico fazer seu tratamento de canal? O que você escolher como design para seu cartão de visita deve ser o padrão para todo o resto de seu material impresso.

    Existe também toda uma arte no modo de lidar com o cartão de visita de forma a valorizar e fortalecer sua imagem. Para começar, nada de guardar seus cartões de visita soltos em um bolso qualquer. Guarde-os em um lugar de fácil acesso, em um porta-cartão de qualidade, que combine com seu estilo pessoal e transmita uma imagem profissional e coerente com sua área de atuação. Nada pior do que ficar remexendo em suas coisas em busca do seu próprio cartão de visita e ainda por cima entregá-lo sujo ou amassado.

    Ao entregar um cartão de visita para alguém, você está indicando que aquela pessoa vale seu tempo e atenção. Ele não deve ser entregue indiscriminadamente, para qualquer um, como propaganda do seu negócio. Para isto, faça um folder. A princípio, os cartões de visita devem ser usados apenas em situações profissionais, como reuniões de trabalho. Em eventos sociais, guarde-os apenas para aqueles com que você acha que vale a pena manter o contato. Não vá sacando seu cartão de visita logo de cara. Converse com a pessoa até ter certeza de que você quer ser encontrado.

    Ao receber um cartão de visita, passe os olhos antes de guardá-lo. Se você recebe um cartão de visita e o guarda de qualquer jeito, sem lê-lo, transmite a imagem de alguém que não valoriza o outro e seu negócio. Como quer que o outro o valorize então? É apenas um pequeno pedaço de papel, porém pode fazer toda a diferença na sua imagem e a forma como os outros acreditam que conduz seus negócios.


A influência das cores ao redor do mundo

    As cores são capazes de dar significado e provocar sensações. A escolha do tom errado pode passar uma mensagem diferente da desejada, por isso devem ser muito bem estudadas durante um processo de criação. Porém as cores podem ser bem mais problemáticas do que parecem.

    Nem toda cultura tem a mesma percepção a respeito de uma cor, por exemplo, o roxo possui diferentes significados na Europa católica é associado a luto e morte, em muitas outras culturas o roxo é encarado como uma cor mística, nova era e seitas alternativas. Já em uma parte do Oriente Médio pode estar ligado a prostituição. Veja o que significa as cores para alguns povos:

    VERMELHO
       Europa – Perigo, amor, excitação.
       China – É cor tradicional das noivas, boa sorte, celebração, alegria, felicidade, vitalidade, vida longa, indica a direção do Sul.
       Japão – Vida.
       Índia – Pureza.
       Oriental – Alegria (junto com branco).
       Hebraico – Sacrifício, pecado.
       Cristão – Sacrifício, paixão e amor.
       África do Sul – Luto.
       Cherokees – Sucesso.
       Romanos – A cor vermelha na bandeira significa o "Início da Batalha"
       Celtas – Morte, vida após a morte.

    PINK
       Europa – Cor feminina.
       Norte da Índia – Cor feminina.
       Japão – Popular para ambos os sexos.
       Coréia – Confiança.

    LARANJA
       Europa – Outono, criatividade e colheira.
       Holanda – É a cor favorita.
       Irlanda – Protesto.
       Estados Unidos – Halloween e produtos baratos.
       Hinduísmo – Saffron (é um pêssego laranja) é uma cor sagrada.

    MARROM
       Colômbia – desencoraja vendas.

    AMARELO
       Europa – Esperança, alegria, perigos, covardia e fraqueza.
       Ásia – Sagrado e imperial.
       China – Nutritivo e realeza.
       Egito – Luto.
       Japão – Coragem.
       Índia – Mercadores.
       Budismo – Sabedoria.

    VERDE
       Japão – Vida.
       Islã – Esperança.
       Irlanda – Símbolo do país.
       Europa/Estados Unidos – Primavera, recém-nascido, seguro, avisos ambientais e dia de Saint Patrick's.
       Estados Unidos – Dinheiro.

    AZUL
       Europa – Suavidade, "ter algo azul" é uma tradição das noivas.
       Irã – Luto.
       China – Imortalidade.
       Hinduísmo – A cor de Krishna.
       Judaísmo – Sagração.
       Cristianismo – A cor da roupa de Maria.
       Oriente Médio – Proteção.
       Ao redor do mundo – "cor" da segurança.

    PÚRPURA (Roxo)
       Tailândia – Luto.
       Europa – Realeza.
       Catolicismo – Luto, morte e crucificação.

    BRANCO
       Europa – Casamento e paz.
       Japão – Luto, um Cravo Branco significa morte.
       China – Morte e luto.
       Índia – Infelicidade.
       Oriente – Funeral.

    CINZA
       O cinza é usado mundialmente como uma cor neutra.
       Já o prata tem tendência em expressar sofisticação e tecnologia.

    PRETO
       Europa – Funeral, morte, luto, rebelião, legal, descanso eterno.
       Tailândia – Azar, infelicidade e mal.



Glossário dos termos gráficos

    A equipe da GCom preparou um mini-dicionário dos termos utilizados em produção gráfica; tire suas dúvidas aqui:
    Offset (sistema de impressão): Offset é um sistema de impressão indireta, ou seja, o papel não entra em contato com a matriz; esta é acoplada em um dos cilindros da máquina e transfere a imagem para outro cilindro revestido de borracha (cauchu) que por sua vez imprime o suporte. Este sistema, que se originou da Litografia em 1900, por Rubel Ira, é o mais versátil, que permite impressão em plásticos, metais, papelões e até mesmo pano entre outros tipos de suporte. O termo offset também se aplica para papéis do tipo "sulfite".


    Digital (sistema de impressão): Este sistema de impressão pode utilizar raios laser modulados enviando a informação para um tambor fotossensível, que por meio de um feixe cria uma imagem eletrostática de uma página completa, que será impressa. Em seguida, a imagem é transferida a um tambor por meio de um pó ultrafino chamado de toner que adere apenas às zonas sensibilizadas. Quando a folha de papel passa pelo tambor, a imagem é formada em sua superfície. O papel já com a imagem passa por um aquecedor chamado de fusor, o qual derrete o toner fixando-o na página.

    A impressão digital pode ainda utilizar a tecnologia jato de tinta onde sistemas dotados de uma cabeça de impressão ou cabeçote com centenas de orifícios, despejam milhares de gotículas de tinta por segundo, comandados por um programa que determina quantas gotas e onde deverão ser lançadas formando a mistura de tintas aplicada.

    Cores:
        1) básicas de impressão: ciano, magenta, amarelo e preto (CMYK).
        2) quadricromia: serviço impresso nas quatro cores de impressão.
        3) 4x4: expressão usada para designar uma impressão em quadricromia na frente e no verso de uma lâmina ou página. Existem variações: 4x1 (4 cores na frente e 1 no verso); 4x2 (4 cores na frente e 2 no verso) e 4x3 (4 na frente e 3 no verso) ou mais.
        4) Pantone Matchning System: sistema de seleção de cores desenvolvido pela Pantone Inc., a partir de 8 cores primárias especiais que são combinadas em mais de 740 tons diferentes. Esse sistema é amplamente utilizado pela indústria gráfica mundial.
        5) Escala de cores: é um guia de cores combinadas em C+M+Y, K+C. K+M e K+Y. A escala progressiva de 0 a 100% de densidade é usada habitualmente como referência na reprodução de cromos, simulando o resultado no impresso. Em tempo: C - cyan (azul); M - magenta; Y - yellow (amarelo); K - black (preto).
        6) Cores puras: são tintas fabricadas já na tonalidade final desejada de maneira a reduzir o custo de impressão quando o impresso necessita somente de 1 ou 2 cores de impressão ou ainda quando um serviço será impresso através do sistema de quadricromia (4 cores) mas terá grande área de uma determinada tinta devendo esta ser aplicada exclusivamente (5 cores). Como exemplo temos algumas tonalidades mais utilizadas e de estoque comum ao segmento gráfico tais como: verde bandeira, azul bronze reflexo, laranja médio, vermelho neutro, entre outras.

    Layout: Esboço de um anúncio ou peça publicitária bem acabado e próximo da arte-final.

    Arte-final: Trabalho de arte, quando terminado e pronto para produção ou apresentação.

    Boneca: Apresentação em forma de layout de uma peça acabada.

    CTP (computer-to-plate): é o processo de produção das chapas usadas na impressão offset através do qual a matriz (chapa) é gravada através de laser ou de luz utra-violeta, controlado por um computador de forma similar às impressoras laser. Isto permite que a chapa seja gerada diretamente de um arquivo digital, sem a necessidade da produção de um fotolito intermediário.


    Fotolito: Filme que apresenta o trabalho (peça publicitária) pronto para a reprodução em chapa para a impressão off-set dividido individualmente por cores de impressão.


    Imposição: Método de disposição de páginas de forma a aproveitar a folha onde o material será impresso, para que depois da dobradura e do corte do papel, as páginas estejam devidamente intercaladas e posicionadas.

    Moiré (pronuncia-se moarê): Padrões indesejáveis que ocorrem quando as reproduções são feitas a partir de originais impressos (frequente quando uma foto é escaneada de algo já impresso e não da foto original).


    Stripping: Emendas e correções de última hora feitas no filme limpo. O stripping só pode ser aplicado em áreas livres de retículas e quase sempre no filme do preto.

    Tira-retira: Termos usado em artes gráficas para designar o processo de cópia frente e verso numa única chapa. Assim é possível imprimir frente e verso numa única passagem. Depois vira-se o papel e, utilizando a mesma chapa, casa-se a frente + verso e verso + frente.

Ganho de ponto

    Ganho de ponto é a variavél mais importante a ser controlada no processo de impressão e refere-se ao aumento do tamanho do ponto de retícula quando se comparam os filmes da separação de cores do fotolito ou ctp e a reprodução impressa na gráfica. Isto é, a dilatação do ponto causada por exposição incorreta, pela pressão entre chapa, blanqueta e cilindro de contrapressão na impressora, ou pela expansão da tinta ao penetrar no papel.

    Segundo padrões internacionais o ganho de ponto pode variar de 5% a 35%, dependendo da qualidade da tinta aplicada e do tipo de papel. O ganho de ponto causa o escurecimento dos tons médios que são normalmente os pontos de 50%. A princípio, quanto maior a lineatura, melhor será a qualidade obtida na reprodução da imagem, porque ela parecerá mais nítida e bem definida. No entanto, lineaturas muito altas são difíceis de serem impressas porque têm maior ganho de ponto, alterando consideravelmente as tonalidades reproduzidas na impressão.


    O tipo de papel também tem grande influência na qualidade de impressão dos pontos de retícula. Quanto mais áspero for o papel de impressão, maior será o ganho de ponto e mais difícil o controle de qualidade. Assim, é muito importante adequar a lineatura de retícula ao papel e também ao sistema de impressão.

    Como referência, recomendamos alguns valores para serem utilizados em impressão offset em dois sistemas: sistema métrico, usado tradicionalmente em gráficas e fotolitos, e sistema não métrico, normalmente adotado nos softwares de editoração eletrônica. Mesmo assim, um jogo de filmes de separação reticulados, impressos em diversas impressoras e sobre variados tipos de papéis, podem produzir diferentes porcentagens de ganho de ponto, que variam de um valor aceitável até valores inadimissíveis. Portanto, o segredo para uma boa reprodução de cores é reduzir o tamanho dos pontos dos tons médios conforme as condições de impressão.


Produção gráfica avançada

    Dobras: quanto ao acabamento do impresso, alguns cuidados devem ser tomados em relação às dobras. É recomendável evitá-las sobre áreas que receberam cores escuras. Dificilmente, após a dobra, as fibras do papel não serão reveladas, provocando aquele aspecto desagradável de "quebrados" brancos. Esse fenômeno pode ocorrer mesmo que a dobra tenha sido previamente vincada.
    Outro erro muito comum em materiais com duas ou mais dobras é a produção de todas as partes do trabalho no mesmo tamanho, fazendo com que haja sobreposição das partes ou ainda uma dobra muito justa. Lembre-se de fazer a compensação das dobras, como por exemplo: um material A4 em formato paisagem (deitado), deverá ter 2 partes com 10 cm e a terceira com 9,7 cm, ficando com 10 x 21 cm no formato fechado.


    Compensação de Páginas: dependendo do número de páginas de um impresso com acabamento de lombada canoa (grampeada) há necessidade de compensação das páginas em virtude do número de lâminas - quanto mais volumoso, maior a diferença. A lâmina central ficará menor do que a capa. Faça um boneco para verificar e prevenir esse problema, calculando uma compensação das páginas.

    Tonalidades CMYK: os percentuais de cores em quadricromia: (ciano + magenta + amarelo e preto) nunca devem ultrapassar 320%. Quando isto ocorre, haverá uma saturação de carga de tinta no papel, comprometendo a qualidade do impresso.
    Lembre-se: o processo gráfico reproduz a gama de cores utilizando as quatro cromias básicas (ciano + magenta + amarelo e preto). Muitas cores que vemos no monitor (cores RGB - Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul)) ou que observamos em um cromo (tom contínuo), por exemplos, são impossíveis de serem reproduzidas no sistema offset. Esta "deficiência" é inerente aos processos diferentes de formação de cores e ocorre como observamos abaixo, principalmente, com laranjas, azuis e verdes.


    Cor da Base: todo mundo sabe, mas é bom lembrar que, ao usar em seu projeto 100% preto (chapado) em uma área considerável do impresso (jamais em detalhes pequenos, letras, etc.), é conveniente calçá-lo (usar mais uma cor de base) com pelo menos 30% de ciano. Tal procedimento irá garantir uma cobertura mais uniforme do preto, evitando manchas.


    Cores Chapadas: na utilização de cores chapadas escuras é altamente recomendável especificar sempre a aplicação de camadas protetoras nos impressos (verniz UV, plastificação ou laminação). Isto evita que o material fique comprometido pelas desagradáveis manchas causadas pela oleosidade natural dos dedos de quem o manuseará, além de evitar o "decalque" (transferência de tinta) de um impresso ao outro quando estes forem empilhados para a embalagem final.
    Por questões técnicas de impressão o verso deve seguir a mesma nuance de cores da frente do produto para evitar o decalque do impresso, verso escuro a frente deverá ser escura e vice-versa, verso claro a frente deverá ser clara e vice-versa.

    Degradês com preto: para que o efeito degradê utilizando-se preto seja natural, é necessário calçá-lo com a cor do degradê, ou as cores intermediárias poderão parecer desbotadas. Observe abaixo que para a formação do degradê foram acrescentados os mesmos percentuais de cores que compões a cor do vermelha do outro lado. Lembre-se de convertê-lo posteriormente para bitmap.

    Cores Especiais: procure consultar as "tabelas de cores" para prever como será a reprodução de uma determinada cor especial. Nunca tome como base a tonalidade da cor percebida no monitor. Para se obter uma determinada cor Pantone em CMYK procure em uma tabela específica, denominada "solid to process".
    Você já deve ter percebido que as tabelas Pantone possuem, após o código numérico, a letra "U" ou a letra "C". Estas letras designam o tipo de suporte utilizado para reprodução daquele determinado tom e o resultado que será obtido. (U de uncoated) e (C de coated). Uncoated refere-se aos papéis que não possuem revestimento, como o offset ou alta-alvura. Coated são aqueles revestidos, como os couchés. Por isso é bom atentar para as diferenças da reprodução das cores, que têm os seus tons bastante alterados em função do tipo de papel utilizado.


    Fios e Traços: não use espessura de fios "Hairline", eles ficarão quase invisíveis a uma resolução acima de 1200 DPI, utilize 0.5 ponto para fios finos. Evite ao máximo também a inserção de molduras com filetes aplicados próximos ao corte do impresso, pois mesmo nos equipamentos de corte/guilhotinas mais avançadas podem ocorrer variações de +/- 1 mm. no corte o que ocasionará o efeito abaixo indesejável.

    Lâminas: existe uma confusão muito grande em relação à terminologia empregada para designar folhas, páginas e lâminas. Uma folha nada mais é que uma folha de papel. Tem sua frente e seu verso. A página refere-se a uma das faces do papel (um lado de impressão). Exemplo: uma folha tem duas páginas. Já a lâmina é uma forma de especificação de um produto gráfico.
    Exemplo: um boletim com 16 páginas possui 4 lâminas. Portanto, considere múltiplos de quatro para a elaboração de um impresso com várias lâminas. Um boletim ou uma newsletter, com uma dobra, é sempre impresso em múltiplos de 4 páginas, denominados cadernos. Portanto, um caderno tem, neste caso, quatro páginas.

    Impresso Sangrado: em um projeto de impresso sangrado (quando o grafismo supera o formato final do papel), não esqueça de deixar margem impressa de pelo menos 3 mm para a operação de corte evitando assim o aparecimento de filetes brancos próximos ao corte do papel.

    Veja abaixo um exemplo de impresso sem sangria (a impressão não se prolonga até as bordas do papel)

    E abaixo outro exemplo de impresso agora com sangria no topo e nas laterais do papel

    Informações para Impressão: quando encaminhar um trabalho, forneça as informações necessárias, anexando indicação de cores, bonecos, esquemas de montagem, corte, colagem, intercalação. Este procedimento irá garantir rapidez na execução. Não mande arquivos com páginas em branco ou com páginas que não devem ser impressas.

    Orçamento: ao solicitar um orçamento gráfico é bom manter sempre um check-list dos itens. Isto irá facilitar o trabalho do orçamentista e com certeza, agilizar o seu também.

    a) Formato - Especifique as dimensões do impresso. Caso ele possua dobras, há necessidade de fornecer o formato aberto e o formato fechado. Exemplo: uma revista que possua o formato fechado 210 x 280 mm com uma dobra central. O formato fechado é 210 X 280 mm, e o aberto, 420 x 280 mm. Vale lembrar que a especificação de formato deve estar baseada em algo denominado pelas gráficas como "aproveitamento de papel". Isto nada mais é que o melhor aproveitamento de folhas enquadradas do seu impresso nas folhas inteiras de formatos padrões do mercado. Exemplo: se o formato do papel utilizado pela gráfica é 66 x 96 cm, deve-se calcular formatos que aproveitem da melhor forma possível a área útil da folha para evitar desperdício. É conveniente consultar sempre a GCom para saber qual o formato do papel utilizado para aquele serviço específico.

    b) Número de lâminas ou número de páginas - Indique quantas lâminas de formato aberto tem o seu material. Caso tenha dúvida nesse item converse com o orçamentista, que ele poderá ajudá-lo.

    c) Cores de impressão - Informe o número de cores utilizado tanto na frente quanto no verso do papel. Daí vem a configuração utilizada: 1 x 1, 4 x 4, 4 x 2 cores. Não esqueça de informar sobre a utilização de cores especiais (escala Pantone) ou quadricromia (cores de escala padrão).

    d) Tiragem - Estabeleça a quantidade de impressos desejados. Para impressos em offset, há uma economia de escala (quanto maior a tiragem, menor o custo unitário).

    e) Acabamento - Existe uma variedade muito grande de acabamentos para o produto gráfico. Antes de especificá-lo, procure conversar com a gráfica para saber o mais conveniente ao seu produto. Via de regra, são esses os tipos de acabamento mais freqüentes:
    • Lombada canoa: acabamento de grampos e folhas apenas dobradas ao meio.
    • Lombada quadrada: tipo livro, com lombada reta, podendo ser colado ou costurado.
    • Dobra: número de dobras do impresso. Para papéis mais grossos, confira se há necessidade de vinco, para não "quebrar" na dobra.
    • Plastificação/Laminação: película aplicada ao impresso deixando-o com um aspecto brilhante no caso da plastificação brilho ou acetinada no caso da laminação BOPP. Informe sempre em qual(is) face(s) do papel será aplicado.
    • Verniz: o verniz de cura ultra-violeta (UV) pode ser aplicado em toda a área do impresso (total) ou ainda em áreas específicas (com reserva) em que se deseje ressaltar com brilho, tais como sua logomarca, uma foto, etc. Informe sempre em qual(is) face(s) do papel será aplicado e no caso do verniz com reserva o percentual da área a ser aplicada. Não deixe o verniz com reserva facear as áreas de corte do impresso, caso isto ocorra o verniz irá se desprender do papel.
    • Raspadinhas: cobertura destinada a ocultar áreas do impresso de maneira a promover a curiosidade em seu material promocional. Informe sempre em qual(is) face(s) do papel será aplicado bem como o percentual da área a ser aplicada.
    • Corte especial: é aquele corte feito com facas de corte e vinco. Esse tipo de acabamento é sempre necessário quando o formato do impresso for irregular (não retangular/quadrado) e não puder ser feito em guilhotina.


    Ponto de Retícula: na medida do possível, deve-se evitar retículas com percentual acima de 50% aplicados próximos a elementos chapados.

    Provas: provas feitas a partir de impressão digital apresentam algumas distorções em relação à reprodução das cores, embora o resultado seja bastante satisfatório. Normalmente, nestas provas, as cores são muito estimuladas e tornam-se extremamente vibrantes. Para impressos produzidos no sistema offset de impressão através de tintas puras (não elaboradas através do sistema de quadricromia) a GCom disponibiliza pastilhas impressas nestas cores, para consulta prévia (disponíveis em papel couche brilho e em papel offset), assim você pode indentificar facilmente a tonalidade final da cor a ser impressa antes de colocarmos seu serviço em produção. A prova de prelo ainda é o processo que mais se aproxima da impressão offset, pois utiliza do mesmo princípio de impressão, inclusive gerando lâminas com as separações e somatória das cores tal qual as impressoras fazem. Ainda em relação à prova de prelo é recomendável utilizar o mesmo suporte (papel) que o da impressão.

    Textos e Fontes: todo material deve vir acompanhado de suas respectivas fontes nos casos em que o texto não tiver sido convertido para curvas. Sempre envie as fontes de tela (.pfm) e as fontes de impressão (.pfb) quando utilizar fontes Adobe Postscript Type 1, para fontes TrueType envie somente as (.ttf), procure sempre que possível utilizar fontes Type 1 em razão de serem mais adequadas ao ambiente gráfico.
    Marcando as opções bold e/ou itálico para fontes pode funcionar para a tela ou impressão em baixa resolução mas ao imprimirmos em alta resolução poderá não funcionar, você deve ter certeza de que tem a fonte que quer usar e sua respectiva família. (ex. usar Helvetica e Helvetica Bold funciona pois existe esta fonte correspondente, agora usar Futura Black e depois selecionar a opção Bold não irá funcionar pois não existe a fonte Futura Black Bold, neste caso você deve usar a fonte Futura Extra Black).
    Sempre que houver a necessidade de vazar um texto, isto é, colocar letras claras sobre fundo escuro, evite o uso de fontes light. A tendência é que na impressão as fontes tornem-se mais "finas", ocorrendo comprometimento da leitura, problema comum para textos com tamanho inferior a 7 pontos. Textos com mistura de cores e tamanho reduzido (inferior a 7 pontos) poderão apresentar oscilação de registro e não estarão cobertos pela garantia.
    É conveniente não vazar um texto em preto sobre uma cor clara (fundo). Assim evita-se a formação de filete caso haja pequena variação no registro das cores em situação de impressão. Essa recomendação vale somente para o caso do texto em preto. Caso o texto seja de alguma outra cor da escala cromática ou mesmo uma cor pantone, deve-se utilizar o recurso do "overprint" para que não se obtenham cores indesejáveis, resultados da soma de duas cores. A tinta offset, apesar de não parecer, é transparente.

    Visualização das Cores: lembre-se também que a cor está diretamente relacionada ao iluminante. Na prática, a visualização das cores é alterada de acordo com a luz que incide sobre o objeto. Procure sempre analisar originais e impressos com uma fonte de luz calibrada na faixa dos 5.000K (Kelvin). Para facilitar estas avaliações, existem cabines de luz apropriadas para compra no mercado.
    Uma aparente mudança de cor do impresso pode ocorrer após os processos de laminação ou aplicação de verniz porque a visão é enganada pela mudança de brilho no impresso ou ainda pelo aspecto leitoso da laminação ou revestimento. Alguns pigmentos pantone (notadamente Reflex Blue, Rhodamine Red e Pantone Purple) são ainda afetados (sofrem um leve branqueamento) pela reação que provocam ao entrar em contato com o verniz UV ou com o adesivo da laminação.
Tabela de aproveitamento de papel

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